Nothing much to say. I'm annoying, you will not like me and I'm a perverted. Don't waste your time, but thanks for stoping by.

 

Uma vida comum, ou nem tanto.

Abril. 2010. Era uma sexta-feira a noite. Mary havia acabado de sair da igreja, ela era evangélica, cantava no coral da igreja e todas as sextas-feiras tinha o encontro jovem. Ela saíra do culto e encontrara uma amiga do curso de inglês que a havia convidado para conhecer o posto onde todos os adolescentes da cidade costumavam frequentar. Mary tinha 16 anos e tinha a inocência dentro de si. Nunca havia feito nada de errado, nunca fumara, nunca bebera e nunca saíra de casa depois da igreja. O único pecado que Mary tinha o hábito era a masturbação, coisa que ela não admitia nunca.

Chegou ao tal posto com Stephany, sua amiga, e se encantou pelo lugar. A menina não havia mentido. Todos os adolescentes da cidade estavam ali, de todos os estilos e de todos os jeitos. A menina começou a frequentar aquele lugar todas as sextas após a igreja e aos domingos, frequentava a hípica da cidade, onde toda aquela gente do posto costumava passar suas tardes de domingo antes de recomeçar a rotina de escola, e alguns até o trabalho, no dia seguinte.

Mary adorou aquelas pessoas e suas novas descobertas. Ela começou a beber, o álcool a deixava mais animada e desinibida e logo em seguida, descobriu o quanto gostava de fumar e virou uma fumante que comprava seus maços de cigarros e os mantinha escondido nos arbustos da entrada de sua casa.

Ela conheceu Kyle e foi com ele que perdeu sua virgindade, no quarto que ele dividia com seus irmãos durante um jogo da copa do mundo, não fora nada especial, estavam em uma beliche, com um edredom os separando do resto das pessoas no quarto. Haviam feito uma cabaninha na cama debaixo da beliche e estavam se sentindo sozinhos ali. Não fora nada romântico, mas ela nunca reclamou disso.

Mary conheceu muitas outras coisas durante o tempo em que frequentou aquele posto e a hípica da cidade, uma delas foi o uso de drogas. Ela cheirou, ela fumou maconha, ela tomou lsd e lança-perfume era quase como ar para ela. Se afastou da igreja e admitiu ter dúvidas quanto a existência de Deus e é a história dela que eu gostaria de contar. Contar como Mary cresceu e como suas escolhas e atitudes moldaram o seu caráter agora já adulta. Mas a história de Mary precisa de dedicação e paciência, não pode ser contada através de um resumo de uma folha. Mas por enquanto é isso que lhes entrego e com o tempo, quem sabe não volto a detalhar a vida dessa menina tão perdida e ao mesmo tempo tão santa. 

#1

Sabe, as vezes eu paro pra pensar em como a vida gosta de tirar sarro da nossa cara. A gente tem uma vida boa, uma família boa, amigos que realmente gostam de você e mesmo assim a gente se sente sozinho e sentindo falta de algo, de alguém. É o maldito amor, não consigo chamar de bendito. Bendito é algo que nos faz bem e estar apaixonado não é uma delas. Tudo que altera a nossa rotina nos causa um desconforto e é exatamente o que acontece quando nosso coração inventa de se apegar em alguém. A gente sai do comum, a gente passa a viver em função daquela pessoa nova que surgiu. Parece que nada faz sentido se ela não tá do seu lado, é horrível, é triste, é irritante. O fato dela se tornar seu assunto favorito, ou as vezes até o único assunto é algo que estressa. O amor devia ser simples, fácil de lidar, mas não é. E dizem que quando é correspondido ele se torna bom, onde? Quando dá certo, começa a segunda parte dos problemas: O ciúme, a cobrança, o desentendimento e o acomodamento. Depois de um tempo junto, tudo fica tão comum que acaba se tornando confuso e você não sabe mais se tá realmente apaixonado ou acostumado com a pessoa. É difícil. A verdade é que o ser humano é um bicho chato que não sabe se satisfazer. Vive das conquistas, vive dos momentos, mas quando tem algo fixo, permanente, ele não quer mais e busca novas conquistas. Chato. Mas é isso né, infelizmente eu não tenho uma solução pra isso, mas é bom parar pra pensar nisso, faz a gente exercitar o cérebro e também rever nossos conceitos, aos poucos a gente vai aprendendo a lidar com os sentimentos e a se foder menos com eles, é.